Quercetina: agente para evitar envelhecimento!
29 de maio de 2025

A cebola que ingere hoje pode ajudar e lhe dar mais saúde no futuro!
A pesquisa sobre moléculas bioativas de origem vegetal tem se intensificado, destacando a quercetina como uma substância promissora para aplicações terapêuticas e preventivas, especialmente na população adulta. Estudos recentes continuam a evidenciar os múltiplos benefícios da quercetina, que incluem ações antidiabéticas, anti-inflamatórias, antioxidantes, antimicrobianas, anti-Alzheimer, antiartríticas, cardiovasculares e cicatrizantes. Além disso, sua capacidade anticancerígena contra diversas linhagens de células tem ganhado destaque. Encontrada em alimentos como cebolas, uvas e pimentas verdes, essa substância flavonoide, presente também em frutas e legumes, demonstra potencial em potencializar e interagir sinergicamente com múltiplos fármacos, reduzindo efeitos colaterais e aumentando a eficácia e segurança dos tratamentos, particularmente no caso de medicamentos antitumorais (doi:10.1016/j.freeradbiomed.2021.01.020).
Para a geriatria, um estudo recente publicado em Ageing & Longevity por pesquisadores ucranianos (Shatilo et al., 2022, doi:10.1007/s11357-022-00568-0) destaca os efeitos geroprotetores da quercetina. A administração deste flavonoide por três meses em adultos mais velhos resultou no alongamento dos telômeros e na redução da idade metabólica. Esta descoberta é particularmente significativa, pois os telômeros são regiões de sequências de DNA no final dos cromossomos que protegem contra o desgaste. O encurtamento dos telômeros é um marcador de envelhecimento celular, levando eventualmente à senescência ou morte celular quando se tornam excessivamente curtos.
A quercetina também é reconhecida como um agente senolítico eficaz, capaz de eliminar células senescentes que contribuem para o envelhecimento. Estas células senescentes liberam moléculas pro-inflamatórias, como interleucina-6 e interleucina-8, cujo excesso pode causar inflamação crônica. Embora desempenhem funções críticas ao longo da vida, como no desenvolvimento embrionário e na cicatrização, a eliminação de seu excesso pode reduzir a inflamação e o estresse oxidativo, contribuindo para o alongamento dos telômeros (doi:10.1111/acel.13172). Estes efeitos destacam o potencial terapêutico da quercetina não apenas como antioxidante, mas também como um modulador chave no combate ao envelhecimento.
Descobertas de 2024 reforçam o impacto da quercetina na modulação de vias de sinalização que influenciam a morte celular e o estresse no retículo endoplasmático, contribuindo para suas propriedades anticancerígenas, particularmente em células de câncer de fígado, onde quercetina regula proteínas pró e antiapoptóticas, gerando estresse oxidativo e alterando a função mitocondrial.
Além disso, estudos também revelaram que a quercetina pode remodelar a homeostase da microbiota intestinal e modular o perfil metabólico cerebral, o que pode regular comportamentos semelhantes à depressão em modelos animais, indicando seu potencial terapêutico em transtornos do humor.
O potencial da quercetina na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares também foi evidenciado, demonstrando sua capacidade de baixar a pressão arterial, reduzir os níveis de colesterol e melhorar a função endotelial.
Os estudos futuros devem se concentrar em elucidar completamente seus mecanismos de ação, otimizar sua biodisponibilidade e avaliar sua segurança a longo prazo para uso generalizado.
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