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Água alcalina Ionizada : Mito ou Verdade?

18 de abril de 2021

Água alcalina Ionizada : Mito ou Verdade?

Estudos sugerem que a água alcalina traz benefícios para a saúde. A água é a base da vida em nosso planeta e está presente em quase todos os ele

Estudo publicado em maio de 2016 feito com 150 camundongos mostrou em um segmento de três anos uma maior sobrevida do grupo que recebeu água alcalina ao invés de água encanada. Os pesquisadores ainda citam que a água alcalina atua como "fator de desaceleração do envelhecimento". Apesar do estudo ser muito interessante ainda não se pode afirmar que o consumo de água alcalina por seres humanos possa aumentar ou prolongar a vida.

Em estudo recente de "Azzarito et al (PLOS One, 2016)" foram avaliados os efeitos da administração oral de uma água alcalina no crescimento do melanoma (câncer de Pele). A água alcalina foi administrado diariamente por via oral, começando uma semana após a implantação do tumor nos camundongos.

A acidez dos tumores foi medida por método guiado. Além disso, o pH da urina foi monitorada durante o estudo para potencial alcalose metabólica (efeito colateral presumível da água alcalina). A administração da água alcalina reduziu significativamente o crescimento do melanoma nos camundongos. Os resultados foram apoiados por experiências in vitro, em que as culturas de células de melanoma humano e de camundongos tratados com água alcalina exibiram uma inibição dependente da dose do crescimento de células tumorais.

Existe uma grande relação do pH ácido com a osteoporose. Os nosso metabolismo ósseo é extremamente sensível as alterações de pH sanguíneo. Dessa forma, quanto mais ácido é o pH maior a reabsorção óssea como mostra os estudos de "Burckhartd et al. (2009)" onde o consumo de água alcalina parece diminuir os níveis de PTH (hormônio responsável por elevar a reabsorção óssea). Ainda, o estudo de "Buclin et al. (2001)" revelou que uma dieta rica em alimentos ácidos aumenta e excreção de cálcio pela urina proveniente da reabsorção óssea.

A enzima pepsina é fundamental para o mecanismo fisiopatológico da doença do refluxo e ela responde ao pH do estômago. A pepsina é estável ao pH de 7,4 e pode ser ativada pela elevação dos ions de hidrogênio. Um estudo muito interessante publicado em 2012 mostra que o pH da água alcalina a 8,8 desnatura instantaneamente a pepsina, tornando-a permanentemente inativa.

Os pesquisadores concluem que a água alcalina tem boa capacidade de desativar a pepsina. Assim, o consumo de água alcalina pode trazer benefícios terapêuticos para pacientes com doença de refluxo em associação com tratamento médico adequado.

O estudo "Barbagallo et al. (2010)", onde indivíduos idosos com diabetes tiveram melhora da função endotelial e maior vasodilatação arterial com consumo da água alcalina. Prevenindo o aparecimento de aterosclerose.

Outro estudo de "Rylander et al. (2004)" publicado no BMC Public Health Journal mostrou que pacientes com deficiências de magnésio e cálcio tiveram melhora da pressão arterial sistêmica após tratamento com água alcalina.

Ainda, uma recente meta-analise de "Larsson et al. (2012)" publicado no American Journal of Clinical Nutrition mostrou que o consumo regular de magnésio foi inversamente proporcional a ocorrência do acidente vascular cerebral (AVC). Nesse estudo com mais de 200 mil indivíduos mostrou que o consumo de magnésio (mais abundante na água alcalina) está associado com uma redução de 8% do risco total de ter um AVC.

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